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Desafinados: atleticano Cazares e cruzeirense Thiago Neves estão fora do compasso em 2019

Cruzeiro

Com pitadas de humor e algumas alfinetadas, Hélio Matheus e Luís Vagner compuseram, em 1973, “Camisa 10”, música gravada pelo cantor Luiz Américo no ano seguinte. O tema central da letra era a dificuldade do então técnico da Seleção Brasileira, Zagallo, em achar um jogador que tivesse a qualidade necessária para usar o traje que, até pouco tempo, pertencia a Pelé.

O teor dessa canção, em parte, se aplica ao atual cenário do futebol mineiro. Isso porque os camisas 10 de Cruzeiro e Atlético, respectivamente, Thiago Neves e Cazares, estão longe de repetir as performances épicas de ícones do passado, vide Alex e Ronaldinho Gaúcho. Mas, independentemente de comparações, é fato que os meias de hoje estão devendo aquilo que se espera deles.

Cazares é um caso emblemático. A cada ano, o discurso se repete: “agora vai!”. Nesta temporada, ele voltou à fase da “montanha-russa”. Os lampejos de craque continuam a fazer parte de seu repertório. O golaço sobre o Flamengo, na vitória por 2 a 1, no Independência, no último dia 18, quando deixou os adversários no chão, é uma prova de seu talento.

Porém, os dois embates seguintes em que participou – derrota para o Grêmio, pelo Brasileirão, e vitória em cima do La Calera, pela Sul-Americana –, representaram mais dois itens à extensa coleção de atuações apagadas do armador equatoriano.

Um fato curioso é que o desempenho de Cazares, no que tange média de gols e assistências nas temporadas 2016, 2018 e 2019, não muda muito. O que destoa um pouco é o ano de 2017, quando o meia atingiu seu melhor aproveitamento em passes a gol e o pior em bolas na rede.

Já Thiago Neves cimentou um caminho melhor na Toca da Raposa II. Mesmo assim, alterna bons e maus momentos. Pelo menos, é o que indicam os números dele ao longo dos anos. Em 2017, TN30 – como ainda era conhecido – deslanchou: foi o artilheiro (17 gols) e principal garçom (14 assistências) da equipe cruzeirense naquela temporada.

Neves continuou com os pés calibrados, sendo novamente o goleador do time em 2018, desta vez ao lado de Arrascaeta, com 15 gols, cada. Mas no quesito assistências, houve uma brusca queda: dois passes a gol.

E em 2019, as coisas não andam fáceis para o 10 celeste, que, além do excesso de más atuações, conviveu com lesões que o tiraram de várias partidas.

Apesar dos altos e baixos no ano, Cazares e Thiago Neves contam com o apoio de suas respectivas comissões técnicas para voltarem a brilhar – só que, a partir de agora, sendo os maestros de suas companhias.

Desafios
Neste domingo, os dois times voltam a campo, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Às 16h, o Cruzeiro encara o São Paulo, no Pacaembu. Já às 19h, o Atlético recebe o CSA, no Independência.

Fonte

redação
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