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O Bem-Estar da Sociedade: Os Responsáveis

Descubra a quem responsabilizar sua qualidade de vida

Tem-se discutido nos últimos anos e décadas, a relação entre a qualidade de vida das pessoas e a qualidade ambiental, sendo que quanto menor for a qualidade ambiental, menor será sua qualidade de vida em médio e longo prazo. 

Para alguns, a (falta de) qualidade de vida já é sentida a curto prazo, porque muito foi investido em desenvolvimento urbano, tecnológico, produtivo no século anterior, mas pouco foi pensado em qualidade ambiental. Dessa forma, sentimos na pele (no sistema respiratório, digestivo, nervoso, etc.) os efeitos negativos do desenvolvimento acelerado promovido pela Revolução Industrial ao longo do século passado, entre outras razões (clique aqui).

O calor/frio excessivos, poeira e poluentes acumulados no ar das cidades, nas quais podemos ver a olho nu a camada de sujeira que foi emitida e está suspensa no ar que respiramos, como foi o caso em Uberlândia recentemente, onde muita fumaça ocupou o céu da cidade por causa das queimadas tanto em regiões próximas (leia aqui¹), como também em estados distantes.  Alguns são efeitos naturais do planeta reagindo aos impactos ambientais (leia aqui²), outros efeitos são das consequências do crescimento populacional e urbanização descontrolada.

Mas então, sabendo disso, quem deve ser o responsável a ser cobrado pela nossa qualidade de vida? A obtenção de qualidade ambiental pode ser motivada pelos seguintes responsáveis:

a. Governo - Como? Com leis, regulamentos e normas, como as Resoluções do CONAMA promovendo limite e controle das emissões de poluentes, licenças e permissões de uso de recursos naturais (p.ex. água e solo), proibições de componentes perigosos, entre outros. Essas exigências governamentais permitem o envolvimento econômico, que ocorre por meio de investimentos relacionados ao cumprimento dos padrões exigidos, como também, por meio das multas quando as exigências não são atendidas. Tudo isso é fixado para toda a sociedade, não apenas empresas, indústrias e produtores rurais. 

Outra forma que os governos municipais, estaduais e federal podem estimular a obtenção de melhorias ambientais é por meio dos instrumentos econômicos aplicados a produtos e serviços estratégicos, como taxas, impostos, bloqueios, seguindo os princípios do emissor-pagador e protetor-recebedor. Esses princípios seguem o propósito de estimular o setor produtivo a não tomar decisões que prejudiquem o meio ambiente, por consequência nossa qualidade de vida, e que se antecipem à necessidade de melhorias. O incentivo ocorre porque o empreendimento que desejar emitir poluentes na natureza, como no ar que respiramos, deve pagar por isso uma quantia que reflita os prejuízos causados, assim como por meio do recebimento de prêmios (que podem ser em dinheiro, crédito, concessão ou outros tipos de bônus) aos empreendimentos que tomam atitudes voluntárias para proteger e preservar o meio ambiente.

Ao taxar os componentes que, incorporados aos produtos irão gerar a poluição, é melhor a regulação de emissões de difícil controle, como aquela gerada pelo uso de combustíveis (transportes rodoviário, aéreo e marítimo), resíduos em geral, como embalagens e pilhas e substâncias usadas em agricultura (fertilizantes e defensivos).

b. Consumidores, ou melhor, nós pessoas comuns, viventes das grandes cidades, que consumimos muito e não produzimos nada além de muito lixo. Somos responsáveis pela nossa qualidade de vida, justamente, por isso. Consumimos muito coisas desnecessárias. Nossas necessidades básicas estão cada vez menos básicas em medida que aumentamos nosso poder aquisitivo.

Como, então, podemos inverter essa situação sem deixar de nos satisfazer? Dando preferência à compra de produtos fabricados de forma ambientalmente correta (p. ex. produtos que contenham selos verdes, certificados de produção limpa) ou recusando produtos e serviços que causem impactos ambientais negativos, como uso excessivo de embalagens, desperdício de água ou alimento, entre outros. Diversas ONG's e a mídia, tanto a convencional como as redes sociais, tem estimulado esse papel do consumidor através de boicotes organizados para redução do consumos de produtos e serviços que evidentemente prejudicam o meio ambiente e nossa qualidade de vida.

c. Empresas, por meio de tomadas de decisões adequadas às exigências ambientais promovidas pelo governo ou sociedade, mesmo que não sejam mudanças obrigatórias. O próprio incentivo das empresas em mudar o comportamento dos seus funcionários, desde a diretoria ao chão de fábrica, ajuda no combate aos impactos ambientais negativos. Isso pode ser feito usando normas internas preparadas por um setor especializado e intersetorial ou interdisciplinar, como também por meio da contratação de empresas terceirizadas especialistas no assunto. Por exemplo, assumir o comprometimento em adotar e seguir os princípios da Carta Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, adoção das normas ISO 14.001, entre outras estratégias empresariais.

Essas são algumas medidas que podem ser tomadas hoje para que, cada vez menos, seja necessário lidar com as obrigações de cuidar do meio ambiente. Cada decisão e mudança de comportamento que tomamos agora, em benefício do meio ambiente, será uma ação a menos que seremos obrigados a tomar no futuro. Quando falo em nós, incluo nossos filhos, netos e outros familiares que viverão lá no futuro. Antes de ser problema deles no futuro, a questão ambiental é nosso problema hoje

Antes prevenir do que remediar!

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Tem-se discutido nos últimos anos e décadas, a relação entre a qualidade de vida das pessoas e a qualidade ambiental, sendo que quanto menor for a qualidade ambiental, menor será sua qualidade de vida em médio e longo prazo. 

Para alguns, a (falta de) qualidade de vida já é sentida a curto prazo, porque muito foi investido em desenvolvimento urbano, tecnológico, produtivo no século anterior, mas pouco foi pensado em qualidade ambiental. Dessa forma, sentimos na pele (no sistema respiratório, digestivo, nervoso, etc.) os efeitos negativos do desenvolvimento acelerado promovido pela Revolução Industrial ao longo do século passado, entre outras razões (clique aqui).

O calor/frio excessivos, poeira e poluentes acumulados no ar das cidades, nas quais podemos ver a olho nu a camada de sujeira que foi emitida e está suspensa no ar que respiramos, como foi o caso em Uberlândia recentemente, onde muita fumaça ocupou o céu da cidade por causa das queimadas tanto em regiões próximas (leia aqui¹), como também em estados distantes.  Alguns são efeitos naturais do planeta reagindo aos impactos ambientais (leia aqui²), outros efeitos são das consequências do crescimento populacional e urbanização descontrolada.

Mas então, sabendo disso, quem deve ser o responsável a ser cobrado pela nossa qualidade de vida? A obtenção de qualidade ambiental pode ser motivada pelos seguintes responsáveis:

a. Governo - Como? Com leis, regulamentos e normas, como as Resoluções do CONAMA promovendo limite e controle das emissões de poluentes, licenças e permissões de uso de recursos naturais (p.ex. água e solo), proibições de componentes perigosos, entre outros. Essas exigências governamentais permitem o envolvimento econômico, que ocorre por meio de investimentos relacionados ao cumprimento dos padrões exigidos, como também, por meio das multas quando as exigências não são atendidas. Tudo isso é fixado para toda a sociedade, não apenas empresas, indústrias e produtores rurais. 

Outra forma que os governos municipais, estaduais e federal podem estimular a obtenção de melhorias ambientais é por meio dos instrumentos econômicos aplicados a produtos e serviços estratégicos, como taxas, impostos, bloqueios, seguindo os princípios do emissor-pagador e protetor-recebedor. Esses princípios seguem o propósito de estimular o setor produtivo a não tomar decisões que prejudiquem o meio ambiente, por consequência nossa qualidade de vida, e que se antecipem à necessidade de melhorias. O incentivo ocorre porque o empreendimento que desejar emitir poluentes na natureza, como no ar que respiramos, deve pagar por isso uma quantia que reflita os prejuízos causados, assim como por meio do recebimento de prêmios (que podem ser em dinheiro, crédito, concessão ou outros tipos de bônus) aos empreendimentos que tomam atitudes voluntárias para proteger e preservar o meio ambiente.

Ao taxar os componentes que, incorporados aos produtos irão gerar a poluição, é melhor a regulação de emissões de difícil controle, como aquela gerada pelo uso de combustíveis (transportes rodoviário, aéreo e marítimo), resíduos em geral, como embalagens e pilhas e substâncias usadas em agricultura (fertilizantes e defensivos).

b. Consumidores, ou melhor, nós pessoas comuns, viventes das grandes cidades, que consumimos muito e não produzimos nada além de muito lixo. Somos responsáveis pela nossa qualidade de vida, justamente, por isso. Consumimos muito coisas desnecessárias. Nossas necessidades básicas estão cada vez menos básicas em medida que aumentamos nosso poder aquisitivo.

Como, então, podemos inverter essa situação sem deixar de nos satisfazer? Dando preferência à compra de produtos fabricados de forma ambientalmente correta (p. ex. produtos que contenham selos verdes, certificados de produção limpa) ou recusando produtos e serviços que causem impactos ambientais negativos, como uso excessivo de embalagens, desperdício de água ou alimento, entre outros. Diversas ONG's e a mídia, tanto a convencional como as redes sociais, tem estimulado esse papel do consumidor através de boicotes organizados para redução do consumos de produtos e serviços que evidentemente prejudicam o meio ambiente e nossa qualidade de vida.

c. Empresas, por meio de tomadas de decisões adequadas às exigências ambientais promovidas pelo governo ou sociedade, mesmo que não sejam mudanças obrigatórias. O próprio incentivo das empresas em mudar o comportamento dos seus funcionários, desde a diretoria ao chão de fábrica, ajuda no combate aos impactos ambientais negativos. Isso pode ser feito usando normas internas preparadas por um setor especializado e intersetorial ou interdisciplinar, como também por meio da contratação de empresas terceirizadas especialistas no assunto. Por exemplo, assumir o comprometimento em adotar e seguir os princípios da Carta Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, adoção das normas ISO 14.001, entre outras estratégias empresariais.

Essas são algumas medidas que podem ser tomadas hoje para que, cada vez menos, seja necessário lidar com as obrigações de cuidar do meio ambiente. Cada decisão e mudança de comportamento que tomamos agora, em benefício do meio ambiente, será uma ação a menos que seremos obrigados a tomar no futuro. Quando falo em nós, incluo nossos filhos, netos e outros familiares que viverão lá no futuro. Antes de ser problema deles no futuro, a questão ambiental é nosso problema hoje

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